Crítica | Round 6: vale todo o hype?

Squid Game (algo como “Jogo da Lula”) ou “Round 6” como ficou conhecido no Brasil é uma série sul-coreana transmitida pela Netflix. Escrita e dirigida por Hwang Dong-hyuk a série narra a história de 456 pessoas que são convidadas a participarem de jogos onde arriscam suas vidas para ganhar um prêmio exorbitante em dinheiro.

Caso você não conheça, assista ao trailer:

Apesar da repercussão absurda em redes sociais a série não é assim tão original: nos anos 2000 Kinji Fukasaku lançou o filme Battle Royale. O filme nos mostra que para combater o alto índice de delinquentes juvenis o governo japonês cria um battle royale (estilo de luta onde todos estão contra todos) em uma ilha deserta e no final de três dias, só pode haver um sobrevivente.

Adolescentes devem matar uns aos outros para poderem sobreviver. Ao final de três dias, se houver mais de um sobrevivente, colares bomba explodirão e matarão a todos. Embora não tenha ficado tão popular por aqui por surgir antes dos serviços de streaming, este estilo fílmico já era popular na Ásia.

Battle Royale com Jogos Mortais e uma pitada de Luciano Huck

Os dois plots da série: os jogadores e os trabalhadores.

Para participar do Squid Game, ou do Round 6, pessoas endividadas são recrutadas em estações de metrô. Estas pessoas são levadas a jogar um jogo com um homem de terno em troca de dinheiro. Após o final do jogo, recebem um cartão (que eu achava que era do Playstation por conta dos desenhos dele) com um número para o qual devem ligar para poderem fazer parte dos jogos.

Os jogadores devem participar em seis rodadas (daí o nome em português) de jogos infantis coreanos, mas tem um porém: quem perde é “eliminado”, ou seja, quem perde, morre.

Os personagens são críveis e bem construídos, alguns vão aos poucos revelando seu verdadeiro caráter, além de haver uma trama paralela de um policial que investiga os jogos e quem está por trás deles. E é isso que segura o espectador: o suspense dos jogos e das descobertas e também a história dos personagens e como foram parar ali.

A série até tenta inovar ao nos fazer pensar que personagens principais podem morrer e que ninguém está a salvo do destino cruel, mas cai nos mais diversos clichês do gênero e torna-se previsível para o espectador atento, que lá pra metade da série já sabe quem serão os finalistas dos jogos. Além de ter alguns furos de roteiro.

Ainda assim, a série é divertida e relativamente curta (somente 9 episódios), consegue prender o espectador e é garantia de diversão daqueles que gostam de violência gratuita e gore (sangue e vísceras) e memes, já que estes dominaram a internet após a estreia na Netflix.

Gosta do gênero de jogos de sobrevivência? Recomendo o livro Battle Royale de Kuoshun Takami ou mesmo os dois filmes de mesmo nome.

E vocês, gostaram de Round 6?
Qual o personagem favorito de vocês?

Crítica | Round 6: vale todo o hype?

Título Original: Squid Game

Sinopse: Seong Gi-hun, um endividado cidadão sul-coreano aceita um intrigante convite para participar de um jogo com o prêmio bilionário para quem chegar até o final. Mas será que a competição envolve apenas o dinheiro?

Data de Lançamento: 17/09/2021

País: Coreia do Sul

Duração: 32-63 minutos por ep.

Diretor(s): Hwang Dong-Hyuk

Elenco: Lee Jung-jae, Park Hae-soo, Ó Yeong-su, Wi Ha-joon, Jung Ho-yeon, Heo Sung-tae, Anupam Tripathi, Kim Joo-ryoung

Gênero: Ação, Drama, Sobrevivência

  • Série Round 6
  • Enredo
    (4)
  • Trilha Sonora
    (5)
  • Personagens
    (4)
  • Desenvolvimento
    (3)
3.2

Sumário

456 jogadores participam de jogos onde lutam para ganhar um prêmio milionário ao final, se sobreviverem, é claro.

Pros

  • Divertidamente violento
  • Personagens interessantes
  • Plots que nos deixam tensos e prendem nossa atenção.

Cons

  • Não é original e não escapa da clichês do gênero, contendo vários furos de roteiro.
  • Alguns personagens são mal aproveitados.

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