A psique do cavaleiro: Seiya de Pégaso

O anime cavaleiros do zodíaco foi um verdadeiro sucesso nos anos 90 no Brasil, transmitido pela extinta rede manchete, até hoje possui reverberações, fascinando gerações com as aventuras da deusa Atena e seus cavaleiros, lutando contra as forças do mal. Tanto o anime quanto o mangá fazem sucesso até os dias atuais e, dada sua relevância  e o material escasso sobre análises psicológicas profundas e menos patológicas sobre animes e, de maneira mais específica, acerca de cavaleiros do zodíaco, dá-se então início a uma extensa série analisando cada personagem que compõem as sagas.
Os cavaleiros de bronze serão ponto inicial das análises, começando pelo querido Seiya de Pégaso.

Meteoro de Pégaso

Seiya é um cavaleiro de bronze do século XX, fazendo parte de um dos órfãos que foram acolhidos por Mitsumasa Kido. Mandado para a Grécia a fim de conquistar a armadura de bronze de Pégaso, é treinado pela amazona Marin de Águia e consegue a armadura, após uma luta com Cassius. Aqui não será contado a história de Seiya enquanto descrição do que ocorre durante as sagas da série, mas sim a maneira com a qual Seiya se desenvolve psicologicamente e a sua personalidade.

O garoto funciona como uma espécie de herói clássico, o que facilita a identificação do personagem para quem o assiste. Seiya é um garoto comum, um órfão entre outros que se torna cavaleiro. A jornada de Seiya remonta muito a jornada do herói, descrita por Joseph Campbell.

Esta é uma jornada da vida, encontrando com seus dragões e musas internos, como perigos e personagens que auxiliam a jornada e a travessia. É importante perceber que a jornada do herói é um monomito, ou seja, uma estrutura para se contar uma história. A jornada do herói passa por algumas etapas e mostra, tal como nos ritos de passagem de muitas sociedades a transformação do personagem, saindo de um paraíso infantil e sendo considerado um homem.

Seiya, no começo de sua trama se mostra mais imaturo, não sabendo, em um episódio de maneira breve, como controlar o seu poder e a sua armadura e, posteriormente, adquirindo mais forças e ganhando outros aliados em sua jornada. O desenvolvimento dos golpes, aumento da força refletem, também o desenvolvimento e amadurecimento do jovem Seiya.

A jornada do herói possui 17 etapas, que serão vistas a seguir:

I – O chamado da aventura

A jornada do herói começa no mundo comum. Seiya não desejava se tornar um cavaleiro, não era este o seu foco. Era um órfão que vivia coma a sua irmã, que foi separada dele e depois foi mandado à Grécia para se tornar um cavaleiro. Na primeira etapa da jornada do herói, algo acontece que o tira do mundo comum, o destino o chama e o coloca em uma terra desconhecida, que contém os seus desafios.

II – A recusa do chamado

Aqui, o espectador se identifica com o herói. O herói inicialmente recusa o chamado, quem iria para uma aventura simplesmente para se jogar frente a um desconhecido? As obrigações com o mundo comum que o rodeia, medos, inseguranças, são motivos que fazem com que o herói recuse o chamado inicial.

III – O auxílio sobrenatural

Ao finalmente aceitar o chamado, o herói recebe um mentor. No caso de Seiya, a sua mentora é a amazona Marin de Águia, que treina o jovem aspirante a cavaleiro. O mentor, ou aquele que auxilia o herói oferece, geralmente algum instrumento mágico ou possuidor de poderes sagrados, no caso de Seiya, Marin o auxilia a utilizar o seu cosmo e ele, após enfrentar Casius e conseguir a armadura de Pégaso, sendo ela própria o instrumento mágico e, ao mesmo tempo, sagrado.

IV – A passagem pelo primeiro limiar

Após conseguir o seu objeto que lhe confere poderes, o herói deixa o mundo conhecido, para se aventurar. Pode se encontrar com algum guardião de portais ou personagem que delimite as barreiras e fronteiras. Ele ruma para um mundo no qual não sabe ao certo seus contornos. Seiya , após vencer Casius se depara com Shina de Cobra e seus seguidores, que tentam matar Seiya, todavia ele consegue ganhar a batalha, expondo, inclusive, a face da amazona que, sem opção, deve odiá-lo ou amá-lo.

V – O ventre da baleia

O herói, em tal fase de sua jornada, venceu o primeiro limiar. Tal conquista é importante para o crescimento do protagonista, todavia também deixa uma marca, em uma espécie de morte simbólica. Seiya quase morre ao enfrentar Shina e tal conflito também deixa marcas no protagonista. Aqui, na jornada heroica, deixa-se de se pertencer a um mundo e começa o pertencimento a outro. O herói se encontra em metamorfose e algo diferente surgirá, ele vai para um lugar desconhecido. Como isso é percebido na jornada de Seiya? Ele também vai para um lugar desconhecido. Por mais que ele retorne para o Japão, há outra atmosfera psíquica.

A metamorfose aqui é justamente a sua transformação de Seiya no cavaleiro de Pégaso e ele entrará em um mundo novo também, que é anunciado pelo torneio de nome Guerra Galáctica. O universo dos então cavaleiros é ainda desconhecido por Seiya, cabendo então desvelá-lo.

VI – O caminho de provas

Um mundo novo se desvela a Seiya, cabe pensar que a sua natureza não é mais a mesma, agora ele é um cavaleiro, um defensor da deusa Atena. Pertencente ao novo mundo, uma série de testes o aguardam, um caminho de provações e cabe pensar que nem sempre o heroi vence tais testes, como por exemplo a luta entre Seiya e Shiryu, que fere de grande forma os dois e sem um vencedor e a batalha com Aioria de Leão, quando a armadura de Sagitário envolve Seiya e não há necessariamente um vencedor da luta. O que é importante de tal fase no desenvolvimento da jornada heroica é que o protagonista consegue passar pelas provações e seguir em sua jornada.

VII – O encontro com a Deusa

O personagem aqui recebe as dádivas de sua vitória. No caso do anime, pode-se pensar também no encontro literal com a deusa, o descobrimento de Saori Kido como a deusa Atena. Aqui, o encontro com a deusa e Campbell o utiliza para falar das deusas que habitam o feminino mostra que o herói pode possuir as bênçãos do amor e caridade, fato que é visto também na série em anime, na revelação de Atena que protege então os cavaleiros e os dá bênçãos, reconhecendo-os como guerreiro protetores da deusa Atena.

VIII – A mulher como tentação

Outra parte, agora mais polêmica, da jornada do herói mostra a tentação não como a mulher enquanto pessoa, mas enquanto metáfora para as tentações físicas ou materiais da vida. Aqui, cabe lembrar a época em que Campbell viveu (1904 – 1987) e o espírito da época, que denunciava maneiras de pensar e se agir, dentro de um determinado contexto histórico. As tentações aqui representam, ao encontrar inimigos mais fortes e receberem danos por eles, as propostas de deixarem, por exemplo, a armadura de ouro ou os fragmentos pertencentes dela e, assim, terem a sua vida poupada.

IX – A sintonia com o pai

Cabe lembrar que não é a sintonia enquanto a imagem do pai real e literal, não necessariamente. O encontro e a sintonia com o pai é com alguém que possui um poder incrível. É comum, neste momento, que o herói se encontre com alguma figura que detém os poderes sobre a vida e a morte. Diversas vezes, durante o anime, percebe-se a influência de Aiolos de Sagitário, guiando os cavaleiros, mostrando a sua história e a sua armadura dourada como símbolo de um enorme poder.

X – A apoteose

O herói chega ao ponto máximo de sua jornada, ele possui um novo conhecimento que é transformador e, agora, poderá lidar com aquilo que é praticamente impossível. Claro que Seiya possui ajuda de seus amigos cavaleiros e tal fato da jornada se percebe muito em uma transição também do anime, da fase Guerra Galáctica para a nova fase que se desvelará ao grupo, o santuário.

XI – A bênção última

Após o confronto final (aqui pensado como o final da fase da Guerra Galáctica e início da saga do santuário), o herói recebe um elixir, uma bênção, algo que fornece a condição de imortalidade. Pode-se pensar na bênção concedida como o próprio arranjo grupal, agora constituído pelos 5 cavaleiros de bronze, que recebem as suas bênçãos diretamente da deusa Atena.

XII – A recusa do retorno

A jornada heroica, após tanta iluminação encontrada em sua nova jornada, o herói pode não querer voltar ao seu mundo normal. Aqui os heróis e o próprio Seiya estão transformados. Agora os 05 jovens são os protetores da deusa Atena e vivem a nova natureza deles. Por mais que fique mais implícita no anime, se observa tal etapa.

XII – A fuga mágica

A figura do herói pode aqui querer escapar com a bênção recebida, ou a volta ser tão perigosa quanto a viagem. No anime, a viagem de volta é realizada com sacrifício dos cavaleiros de ouro, como? Doando o sangue para que as novas armaduras fossem forjadas.

XIV – O resgate com auxílio externo

Ocorre do herói necessitar de ajuda para voltar ao seu mundo comum, pois em sua trajetória ele pode se ferir seriamente. Os heróis retornam para os lugares de origem, ao final da saga santuário.

XV – A passagem pelo limiar do retorno

É muito difícil sobreviver ao impacto do mundo comum. Campbell dá algumas “dicas” de como lidar com a questão que é justamente utilizar da experiência vivida e descobrir como compartilhar com os outros. Colocando no contexto de Seiya, eles descobrem o sétimo sentido e lidam com isso, compartilhando da descoberta de um novo poder.

XVI – Senhor de dois mundos

Aqui o herói equilibra o conhecimento dos mundos pelos quais passou, o novo e o mundo do cotidiano. A ideia de ser senhor dos dois mundos também remete ao mundo externo e interno. O herói incorpora e lida com a nova realidade, internalizando o aprendizado e a sua nova natureza de outro mundo. Seiya é um cavaleiro de Atena que vive para proteger a paz na terra.

XVII – Liberdade para viver

O final da jornada heroica mostra a liberdade, ou seja, a liberdade vem através da superação do medo da morte, conquista a liberdade de viver. Após a batalha das 12 casas, Seiya não teme a morte, integra a sua nova natureza e segue em sua jornada com seus amigos.

Cabe lembrar que a jornada do herói é cíclica, percebe-se que, na vida, muitas vezes tal ciclo se repete em forma heroica. Agora, sobre a questão da análise da mitologia de Pégaso.

Mergulho Mitológico 

Na mitologia grega, Pégaso era um cavalo alado imortal, um dos dois filhos de Poseidon e Medusa . Junto com seu irmão, o Crisaor de espada dourada , Pégaso surgiu milagrosamente do pescoço de sua mãe grávida depois que Perseu a decapitou. Ele pertenceu ao herói grego Belerofonte por algum tempo, antes de ser colocado no estábulo por Zeus e encarregado de desenhar a carruagem de seus raios.
Hesíodo diz que o nome de Pégaso se origina na palavra grega para molas, pegae , já que ele supostamente nasceu perto das nascentes do Oceano. Mas ele também foi associado às águas devido a uma característica extraordinária que herdou de seu pai.

Ou seja, assim como Poseidon , Pegasus era capaz de criar correntes de água onde quer que batesse com o casco. Acredita-se que pelo menos duas fontes famosas na Grécia, ambas chamadas Hippocrene (“Primavera dos Cavalos”), foram emitidas pelo casco de Pégaso. A mais famosa das duas estava localizada no Monte Helicon, a morada sagrada das Musas; suas águas, quando bebidas, entusiasmavam os poetas com inspiração e criatividade.

Por um breve período de tempo, Pégaso pertenceu a um mortal, Belerofonte , o célebre herói e matador de monstros . Notoriamente selvagem e livre, Pégaso foi finalmente domado por um dos maiores heróis gregos , Belerofonte. Mas ele não fez isso sozinho: ele teve muita ajuda de Atena . De acordo com Píndaro, um dos mais célebres poetas gregos antigos, a deusa o presenteou com uma rédea de ouro encantada, que Belerofonte usou para capturar Pégaso quando o garanhão estava bebendo água na nascente de Pierian, outra fonte de água associada a Pégaso e às Musas.

Montando em Pégaso, Belerofonte foi capaz de superar as Amazonas , a Quimera que cospe fogo e a guerreira Solymi. Além disso, Pégaso foi o meio pelo qual Belerofonte se vingou da esposa de Jobates, Stheneboea , que testemunhou falsamente contra Belerofonte depois que ele rejeitou seus avanços. Segundo alguns, depois Belerofonte ofereceu-lhe uma carona em Pégaso, que ela aceitou de bom grado; no entanto, enquanto voavam sobre o mar, o garanhão alado atirou-a para as profundezas.

Mal sabia Belerofonte na época que encontraria um destino semelhante. Após suas inúmeras vitórias contra todos os tipos de adversários, Belerofonte começou a acreditar que os mortais não são dignos de sua presença e que ele merece viver entre os deuses no Monte Olimpo . Então, ele montou em seu cavalo fiel e começou sua jornada fiel para cima. Zeus , irritado com a arrogância de Belerofonte, logo enviou uma mosca que picou Pégaso o suficiente para que o cavalo alado jogou seu cavaleiro no chão e para a morte.

Deus Guerreiro

O personagem Seiya é um guerreiro movido por grande senso de justiça e honra, lembrando alguns aspectos do deus da Guerra da mitologia africana de nome Ogum. Este deus relembra sobre a questão dos guerreiros tribais e possui algumas características interessantes que o aproximam do cavaleiro de Pégaso.

Como um deus guerreiro, Ogum é quem vai na frente de seu povo, desbravando horizontes e abrindo os caminhos para que os outros realizem a atividade civilizatória. É como o grande guerreiro, destemido e arrebatado durante o cotidiano, aquele que possui temperamento teimoso e impulsivo. O cavaleiro de Pégaso também mostra tal impulsividade durante sua jornada, aproximando-o mais ainda da figura de Ogum.

Outro ponto interessante é a questão da amizade e o valor aos juramentos e à palavra. Como todo guerreiro, Ogum preza pela camaradagem, a boa amizade e o companheirismo. Para todo guerreiro, os seus juramentos feitos através da palavra valem muito, a amizade é honrada e respeitada enquanto valor. Seiya e os seus amigos realizam inúmeros juramentos durante o desenho, sempre valorizando a amizade, a lealdade perante Atena e entre eles, sempre destacando a amizade.

Sobre Ogum, cabe também destacar o seu arquétipo. Nas religiões afro brasileiras existe a palavra arquétipo. Tal palavra se refere a forma como, geralmente, o (a) filho(a) daquele ou daquela orixá tende a agir. Esses padrões são universais e ao mesmo tempo pessoais, ou seja, como é a relação pessoal do filho com a questão arquetípica de Ogum e também há uma coletividade com a experiência de Ogum ou, como em psicologia analítica se diz, há uma faceta pessoal do arquétipo e uma coletiva, aproximando então a noção de arquétipo da psicologia junguiana e a palavra arquétipo para as tradições afro.

Os filhos de Ogum

É importante trazer a simbologia do arquétipo de Ogum:

Os filhos de Ogum custam a perdoar as ofensas dos outros. Não são muito exigentes na comida, no vestir, nem tão pouco na moradia, com raras exceções. São amigos camaradas, porém estão sempre envolvidos com demandas. Divertidos, despertam sempre interesse nas mulheres, tem seguidos relacionamentos sexuais, e não se fixam muito a uma só pessoa até realmente encontrarem seu grande amor.

São pessoas determinadas e com vigor e espírito de competição. Mostram-se líderes natos e com coragem para enfrentar qualquer missão, mas são francos e, às vezes, rudes ao impor sua vontade e ideias. Arrependem-se quando veem que erraram, assim, tornam-se abertos a novas ideias e opiniões, desde que sejam coerentes e precisas.

As pessoas de Ogum são práticas e inquietas, nunca “falam por trás” de alguém, não gostam de traição, dissimulação ou injustiça com os mais fracos. Nenhum filho de Ogum nasce equilibrado. Seu temperamento, difícil e rebelde, o torna, desde a infância, quase um desajustado. Entretanto, como não depende de ninguém para vencer suas dificuldades, com o crescimento vai se libertando e acomodando-se às suas necessidades.

Quando os filhos de Ogum conseguem equilibrar seu gênio impulsivo com sua garra, a vida lhe fica bem mais fácil. Se ele conseguisse esperar ao menos 24 hs. para decidir, evitaria muitos revezes, muito embora, por mais incrível que pareça, são calculistas e estrategistas. Contar até 10 antes de deixar explodir sua zanga, também lhe evitaria muitos remorsos. Seu maior defeito é o gênio impulsivo e sua maior qualidade é que sempre, seja pelo caminho que for, será sempre um Vencedor.

A sua impaciência é marcante. Tem decisões precipitadas. Inicia tudo sem se preocupar como vai terminar e nem quando. Está sempre em busca do considerado o impossível. Ama o desafio. Não recusa luta e quanto maior o obstáculo mais desperta a garra para ultrapassá-lo. Como os soldados que conquistavam cidades e depois a largavam para seguir em novas conquistas, os filhos de Ogum perseguem tenazmente um objetivo: quando o atinge, imediatamente o larga e parte em procura de outro.

É insaciável em suas próprias conquistas. Não admite a injustiça e costuma proteger os mais fracos, assumindo integralmente a situação daquele que quer proteger. Sabe mandar sem nenhum constrangimento e ao mesmo tempo sabe ser mandado, desde que não seja desrespeitado. Adapta-se facilmente em qualquer lugar. Come para viver, não fazendo questão da qualidade ou paladar da comida. Por ser Ogum o Orixá do Ferro e do Fogo seu filho gosta muito de armas, facas, espadas e das coisas feitas em ferro ou latão. É franco, muitas vezes até com assustadora agressividade. Não faz rodeio para dizer as coisas. Não admite a fraqueza e a falta de garra.

Têm um grave conceito de honra, sendo incapazes de perdoar as ofensas sérias de que são vítimas. São desgarrados materialmente de qualquer coisa, pessoas curiosas e resistentes, tendo grande capacidade de se concentrar num objetivo a ser conquistado, persistentes, extraordinária coragem, franqueza absoluta chegando à arrogância. Quando não estão presos a acessos de raiva, são grandes amigos e companheiros para todas as horas.

Seiya de Ogum

Muitos são os aspectos que aproximam Ogum de Seiya, enquanto o princípio do guerreiro. Há formas de como o masculino se desvela e o guerreiro é uma delas sem ser, necessariamente, tóxica. Há um livro interessante que fala sobre o assunto, sobre a perspectiva da psicologia do masculino e do desenvolvimento do masculino, chamado Rei, Guerreiro, Mago, Amante. O tema mítico e arquetípico do guerreiro é recorrente nas mitologias, sendo atualizado, ao longo dos tempos, através do contexto cultural e momento histórico.

Seiya é um típico exemplo de herói clássico, podendo ser aproximado com a jornada do herói descrita por Campbell, aproximando-a com o orixá Ogum, o grande guerreiro, tal como Seiya, aquele que faz o seu cosmo arder e elevar até transcender a si mesmo.

Referências

https://www.greekmythology.com/Myths/Creatures/Pegasus/pegasus.html
http://www.juntosnocandomble.com.br/2012/09/filho-de-ogum-o-que-e-ogum.html#:~:text=S%C3%A3o%20amigos%20camaradas%2C%20por%C3%A9m%20est%C3%A3o,realmente%20encontrarem%20seu%20grande%20amor.&text=o.
ZACHARIAS,J.J.M Ori Axé: A dimensão arquetípica dos orixás. Ed Vetor, 1998, SP.
MELLO,L.T. O envelhecer: Uma análise junguiana na mitologia africana. Ed.Científica Digital, 2021, SP.
MOORE.R., GILLETE.D., Rei, guerreiro, mago, amante: A redescoberta dos arquétipos do masculino. Ed. Campus, 1993.
CAMPBELL, J. O herói de mil faces. Ed.Cultrix, 1997.
CAMPBELL,J. O poder do mito. Ed Cultrix, 1997

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