O complexo materno negativo no filme Cruella

Cruella é um dos mais recentes lançamentos da Disney, alcançando grandes números de expectadores. O filme, estrelado por Emma Stone, conta a história de origem da vilã de 101 Dálmatas.

[ATENÇÃO: 101 SPOILER ]

Enredo 

Ambientado na Londres dos anos 70,  a história acompanha a jovem Estella que almeja um lugar no consagrado mundo da moda. Através de suas criações e seus designs, ela chama a atenção de outra personagem, a Baronesa, vivida por Emma Thompshon, conhecida como uma lenda da moda, todavia assustadora e fria. Ao se conhecerem, o espaço para uma relação de parceria e admiração parece constelar, a jovem Estella vai então trabalhar com a Baronesa e começa, então, um relacionamento profissional, em que Estella percebe as maneiras e personalidade de sua patroa, que muito se importa com a aparência e possui grande sensos estético e crítico.

Ao perceber a hegemonia de sua patroa e a forma tirânica com que ela trata os funcionários e o próprio mundo da moda, despertam pensamentos na jovem sobre como acabar com o poder, exercido de maneira tão negativa pela Baronesa. A partir de tal momento, a relação entre as duas passa por mudanças e Cruella assume então o lugar de Estella.

No discorrer da trama, é revelado ao telespectador que, na verdade, a Baronesa era mãe biológica de Estella e, por conta da incongruência de ter uma filha e isso mudar o seu estilo de vida, tal como a sua imagem, já que ela, agora, seria mãe, ordena a um de seus criados para que mate a criança sendo que ele, na verdade, a deixa com uma empregada da casa para cuidar de Estella. Tal empregada morre de maneira trágica logo na infância da menina, o que faz com que ela seja criada nas ruas, juntamente com outros dois meninos, de nomes Jasper e Horácio. Essa é a família que Estella conhece e, embora não seja nuclear, é a família de coração, que sempre está junta da protagonista.

Após alguns eventos, é revelado, então, para Estella que a Baronesa é a sua mãe biológica, tal como as razões que levaram ao abandono da menina. Sabendo de toda a verdade, Estella retorna ao reinado de sua mãe, todavia agora para destroná-la e revelar toda a verdade que oculta uma história de ciúmes, medo e traições. Assim, ao final do filme, a Baronesa é presa e Estella “morre” e deixa toda sua fortuna para Cruella, que é quem agora vive, dando final à história.

Alguns aspectos são interessantes e norteiam a história, tal como a relação entre Estella e a Baronesa, a família que a menina ganha nas ruas, todas trazem sentido e compõe a grande trama do filme, que é caleidoscópico, gerando, assim, inúmeras interpretações possíveis.

Cruella e o arquétipo da Mãe

Primeiro, sobre a mãe de Cruella, ou seja, a personagem baronesa, cabe pensar que a mesma funciona, de maneira arquetípica, como a deusa Afrodite. Tal analogia é possível de ser feita através da ótica da psicologia analítica, teoria criada pelo psiquiatra suíço Carl Gustav Jung. Tal abordagem da psicologia também é chamada de psicologia junguiana ou também psicologia complexa. Um dos conceitos fundamentais norteadores da obra de Jung é justamente o arquétipo.

O arquétipo é individual e coletivo, fala sobre noções que toda a humanidade possui sobre um dado tema, tal com também a noção individual sobre ele, por exemplo, mãe, pai, deus, demônio, entre outros. A noção de mãe é pessoal, todos possuem uma mãe, tal como também é arquetípica, ou seja, toda humanidade possui noção do que é mãe. Logo, pode-se dizer que o arquétipo possui uma parte individual e outra parte coletiva, tal como afirma RAMOS (2002):

“Os arquétipos são núcleos instintivos passados de forma psicobiológica de geração a geração (a gênese do inconsciente coletivo é, portanto, a priori ao   nascimento. A criança já nasce com ele). Trazem padrões de comportamento    herdados da humanidade desde seu surgimento.”

As possibilidades arquetípicas são infinitas, pois o fenômeno humano também o é. Qual é, então, a relação entre uma deusa grega e a formulação teórica de um psiquiatra?

Deuses e deusas habitam homens e mulheres de maneira interna, independente de raça, credo. As temáticas míticas, tal como os contos de fadas trazem lugares constitutivos da alma humana, temas como, amor, ódio, vingança, entre outros. Logo, os deuses e deusas que habitam os mitos também encontram ressonância na psique do ser, ou seja, tais temáticas ou representações arquetípicas se encontram em nosso interior, portanto, deuses e deusas habitam os homens.

O filme mostra a dificuldade da personagem baronesa em envelhecer, passar o seu legado para outra pessoa e vê, de uma certa maneira, as outras mulheres como rivais. Segundo BOLEN () : “Afrodite é o arquétipo mais envolvido na experiência sensorial ou sensual. Por esse motivo, cultivar uma agudeza de percepção e cultivar um enfoque do-aqui-e-do-agora convidam Afrodite.” A personagem fala sobre um senso estético apurado e todos, de alguma forma, a seguem, é o que reitera BOLEN ():

“A mulher tipo Afrodite muitas vezes tem um amplo círculo de mulheres amigas (nenhuma das mulheres tipo Hera) e conhecidos, que apreciam sua espontaneidade e atratividade. Muitas delas compartilham as qualidades de Afrodite com ela. Outras parecem funcionar como suas assistentes, apreciando sua companhia”

A gravidez traz mudanças corporais, hormonais, psicológicas e outras, sendo um momento de descobertas e também de novidades. É justamente a tais mudanças, talvez, que a personagem seja avessa, querendo assim manter o corpo e a imagem joviais, em uma espécie de “juventude eterna”, como diz BOLEN():

“A inevitabilidade do envelhecimento pode ser uma realidade devastadora para a mulher tipo Afrodite, caso sua atratividade tenha sido sua principal fonte de gratificação. Uma vez que ela se torne autoconsciente ou ansiosa de que sua beleza é transitória, sua atenção pode mudar, prevenindo-a da total absorção na outra pessoa.”

Voltando a questão principal e motivadora de tal artigo, a análise de Cruella e sua mãe, serão focos e pontos norteadores de análise.

O abandono no nascimento e o complexo materno negativo

O filme mostra aos espectadores a questão (muito importante) do abandono da filha, por parte da mãe. O abandono é doloroso, causando inúmeras marcas na vida de uma pessoa. No caso do filme, Baronesa abandona a filha, por não querer engravidar e também não gostar de dividir as atenções. Dentro do arcabouço dos mitos, de maneira mais precisa, mitologia africana, encontra-se a história do nascimento de Obaluaê /Omulu e a sua mãe Nanã.

De acordo com a mitologia IorubáNanã enfeitiçou Oxalá para conseguir seduzi-lo e engravidar dele. E ela conseguiu, entretanto quando Obaluaê nasceu, o menino tinha o corpo coberto de feridas e chagas. Obaluaê nasceu com varíola e seu corpo era completamente mal formado. Nanã não suportou a ideia de ter dado a luz a um bebê daquela maneira, e sem saber o que fazer com ele, abandonou-o à beira mar, para que a maré cheia o levasse. Como se não bastasse o abandono e a doença, Obaluaê ainda foi atacado por caranguejos que se encontravam na praia, deixando a criança ferida e quase morta.

Ao ver a criança sofrendo, Iemanjá saiu do mar e tomou a criança em seus braços. Ela então levou-o para uma gruta e cuidou dele, fazendo curativos com folha de bananeira e alimentando-o com pipocas. Quando o bebê se recuperou dos graves ferimentos e das doenças, Iemanjá resolveu cria-lo como seu filho.

Percebem-se alguns aspectos em comum do mito do nascimento de Obaluaê e o filme. Ambos nascem com um sinal de nascença que os identifica como tais: Obaluaê com as chagas e Cruella com o cabelo dividido em duas cores.

A questão dos complexos é também norteadora da psicologia analítica. Um complexo possui, em seu núcleo, uma temática arquetípica. Os complexos funcionam de maneira autônoma à psique, por isso, são denominados como complexos autônomos. O raciocínio, aqui, não é o indivíduo possuir um complexo, justamente o contrário, o complexo, por ser grandioso, possuir uma carga de energia própria, surgir a partir de determinadas situações que façam com que ele ative, irrompendo à consciência e agindo de forma a possuir o indivíduo.

A possessão da vivência de um complexo “cega” o indivíduo e faz com que a consciência tenha movimento de acordo com o complexo que está ativo, ou seja, o que vigora é o complexo constelado. Acerca da possessão e da vivência de um complexo, SILVA (2019): “Quando um complexo é constelado, há na consciência um estado de perturbação, o que indica um desequilíbrio na psique.”

Sobre a questão do complexo materno, cabe falar que pode se manifestar de maneira positiva ou negativa, sendo que ambas imprimem fortes experiências na vida de uma pessoa. O abandono é uma experiência fortíssima e contribui para o estabelecimento de um complexo materno negativo. Sobre a questão do complexo materno negativo, SILVA (2019) ressalta:

“Como citado anteriormente, o complexo materno possui um núcleo arquetípico, ou seja, se tratando do complexo materno, o núcleo é o arquétipo materno e suas diferentes representações.”

O complexo materno positivo se dá quando a criança teve boas experiências com a mãe ou com quem quer que realiza a função materna. No complexo materno negativo, focando na questão do abandono, pode trazer sentimentos de inadequação perante ao mundo, tal como baixa auto estima e também a sensação de desconfiança perante o mundo. A confiança no mundo enquanto lugar que pode ser bom e trazer, também experiências de conforto e bem – estar fica comprometida. No caso do filme, é interessante analisar o trajeto cursado pela protagonista, onde há uma separação inicial com a mãe, configurando o complexo materno negativo e, posteriormente, ao ser acolhida pelos personagens Jasper e Horácio possibilitam a personagem ter contato com a outra polaridade arquetípica da mãe, ou seja, a grande mãe positiva, que é aquela que acolhe e recebe bem os seus filhos.

A experiência da protagonista com a grande mãe positiva dá a ela possibilidades de se desenvolver, noção de família e parcerias, independentemente de laços sanguíneos. Nesse sentido, Jasper e Horácio atuam, de forma simbólica, como Yemanjá, a grande mãe que acolhe Obaluaê após a experiência de seu nascimento e abandono.

Yemanjá, no mito de Obaluaê é quem o acolhe e toma a missão de cria-lo. Yemanjá é uma divindade muito conhecida e cultuada no Brasil como a grande mãe sereia, a rainha do mar. Em seus seios fartos e entranhas d’água estão contidos seus filhos e, de maneira generosa, permite o crescimento e desenvolvimento.

Conclusões

O filme e seu enredo realmente prendem o expectador, todavia a jornada de Cruella mostra os seus caminhos para desenvolvimento e consolidação da figura da vilã. Questões de grande importância são abordadas no filme, como, por exemplo, a dicotomia entre o poder e o amor. Jung 1875-1961 já dizia sobre a questão das polaridades entre o poder e o amor, sendo que, onde impera o amor, não há espaço para o poder, sendo, então, um a sombra do outro.

A impressão é de que, quem está contra a Baronesa sofre as consequências, pois está contra o poder vigente, conforme avisa TENORIO (2018):

“No livro “Presente e Futuro” do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, a comparação do mito nórdico com o sentimento de luta existente nos ismos da política é inevitável. Wotan é o pai de todos os deuses nórdicos, Deus da sabedoria e da guerra. Ambos os pólos do espectro político se colocam a mercê de seu Odin, o seu -ismo. E quem ousar discordar de seu lado vira inimigo,pois está contra o pai de todos, está contra Wotan.”

Tal como Wotan, Baronesa também se torna inimiga de todos que estão contra ela, travando verdadeiras guerras contra quem a incomoda e ousa ameaçar o seu status vigente. Ao mesmo tempo, ao ameaçar a ordem vigente (representada pela mãe da protagonista) e trazer o novo, Cruella pode se consagrar enquanto nova consciência matriarcal, em termos simbólicos, que traz nova ordem e maneira de fazer as coisas, não mais seguindo a estrutura anteriormente estabelecida.

O estabelecimento da protagonista como nova dona e herdeira de uma fortuna que sempre pertenceu a ela mostra, ao mesmo tempo, a riqueza real e material da qual Estella é herdeira, mas também os conteúdos psicológicos e emocionais, que fazem com que a jovem se aproprie não somente de sua herança palpável e material, mas também a herança emocional.

É justamente o sentimento de vingança que move Cruella em direção ao seu encontro como vilã, neste sentido a jornada possui início e destino justamente no mesmo ponto, a mãe.

Separando-se da imago materna para poder se desenvolver e retornar de maneira diferente, eis, então a jornada de Cruella que se torna, ao mesmo tempo, heroína e vilã, integrando opostos da mesma força arquetípica.

A morte da personagem baronesa é um marco, mostra também, de maneira simbólica, a ruptura com aspectos negativos do complexo materno e a integração deles na consciência, somente após o enfrentamento dos aspectos regressivos do complexo materno que se pode ampliar a consciência e se desenvolver como indivíduo e não submetido ao mundo da imago materna. De certa forma, Estella se apropria de sua herança emocional no confronto com sua mãe biológica e transforma tal contato à sua maneira, quando ela mesma se torna a famosa e conhecida vilã Cruella.

A morte de Estella mostra a morte simbólica do ego, que muitas vezes, tal como uma fênix, precisa morrer para que o novo venha enquanto possibilidade do vir a ser. É no desmembramento da trama que se vê a morte de aspectos como a inocência, a vida pueril, a menina, entre outros, para o surgimento da mulher, agora com maior consciência de si e de sua origem para retornar de maneira mais apropriada de seus conteúdos.

O final do “reinado” da Baronesa pode significar, também, o encerramento de uma atitude antiga e unilateral para que o novo nasça. Novamente trazendo os mitos africanos, agora a partir do orixá Oxóssi, que afugenta o pássaro das feiticeiras para livrar sua vila de um temível mal.

O Mito de Oxóssi

Olofin era um rei africano da terra de Ifé, lugar de origem de todos os iorubas. Cada ano, na época da colheita, Olofin comemorava, em seu reino, a Festa dos Inhames.
Ninguém no país podia comer dos novos inhames antes da festa. Chegado o dia, o rei instalava-se no pátio do seu palácio.

Suas mulheres sentavam-se à sua direita, seus ministros sentavam-se à sua esquerda, seus escravos sentavam-se atrás dele, agitando leques e espanta-moscas, e os tambores soavam para saudá-lo.

As pessoas reunidas comiam inhame pilado e bebiam vinho de palma. Elas comemoravam e brincavam. De repente, um enorme pássaro voou sobre a festa. O pássaro voava à direita e voava à esquerda… Até que veio pousar sobre o teto do palácio. A estranha ave fora enviada pelas feiticeiras, furiosas porque não foram também convidadas para a festa. O pássaro causava espanto a todos!

Era tão grande que o rei pensou ser uma nuvem cobrindo a cidade. Sua asa direita cobria o lado esquerdo do palácio, sua asa esquerda cobria o lado direito do palácio, as penas do seu rabo varriam o quintal e sua cabeça, o portal da entrada. As pessoas assustadas comentavam:

“Ah! Que esquisita surpresa?”
“Eh! De onde veio este desmancha-prazer?”
“lh! O que veio fazer aqui?”
“Oh! Bicho feio de dar dó!”
“Uh! Sinistro que nem urubu!”
“Como nos livraremos dele?”
“Vamos, rápido, chamar os caçadores mais hábeis do reino.”De ldô, trouxeram Oxotogun, o “Caçador das vinte flechas”. O rei lhe ordenou matar o pássaro com suas vinte flechas.
Oxotogun afirmou: “Que me cortem a cabeça se eu não o matar!” E lançou suas vinte flechas, mas nenhuma atingiu o enorme pássaro. O rei mandou prendê-lo. De Morê, chegou Oxotogí, o “Caçador das quarenta flechas”. O rei lhe ordenou matar o pássaro com suas quarenta flechas.
Oxotogí afirmou: “Que me condenem à morte, se eu não o matar!” E lançou suas quarenta flechas, mas nenhuma atingiu o pássaro. O rei mandou prendê-lo.
De Ilarê, apresentou-se Oxotadotá, o “Caçador das cinquenta flechas”.
Oxotodotá afirmou: “Que exterminem toda a minha família, se eu não o matar”. Lançou suas cinquenta flechas e nenhuma atingiu o pássaro. O rei mandou prendê-lo.

De Iremã, chegou, finalmente, Oxotokanxoxô, o “Caçador de uma flecha só”. O rei lhe ordenou matar o pássaro com sua única flecha. Oxotokanxoxô afirmou: “Que me cortem em pedaços se eu não o matar!” Ouvindo isto, a mãe de Oxotokanxoxô, que não tinha outros filhos, foi rápido consultar um babalaô, o adivinho, e saber o que fazer para ajudar seu único filho.

“Ah! – disse-lhe o babalaô. “Seu filho está a um passo da morte ou da riqueza. Faça uma oferenda e a morte tomar-se-á riqueza.” E ensinou-lhe como fazer uma oferenda que agradasse às feiticeiras. A mãe sacrificou, então, uma galinha, abrindo-lhe o peito, e foi, rápido, colocar na estrada, gritando três vezes: “Que o peito do pássaro aceite este presente!”

Foi no momento exato que Oxotokanxoxô atirava sua única flecha.
O feitiço pronunciado pela mãe do caçador chegou ao grande pássaro. Ele quis receber a oferenda e relaxou o encanto que o protegera até então.

A flecha de Oxotokanxoxô o atingiu em pleno peito. O pássaro caiu pesadamente, se debateu e morreu. A notícia espalhou-se: “Foi Oxotokanxoxô, o “Caçador de uma flecha só”, que matou o pássaro!

O Rei lhe fez uma promessa, se ele o conseguisse! Ele ganharia a metade da sua fortuna!
Todas as riquezas do reino serão divididas ao meio, e uma metade será dada a Oxotokanxoxô!

“Os três caçadores foram soltos da prisão e, como recompensa, Oxotogun, o “Caçador das vinte flechas”, ofereceu a Oxotokanxoxô vinte sacos de búzios; Oxotogí, o “Caçador das quarenta flechas”, ofereceu-lhe quarenta sacos; Oxotadotá, o “Caçador das cinquenta flechas”, ofereceu-lhe cinquenta.

E todos cantaram para Oxotokanxoxô!

O babalaô, também, juntou-se a eles, cantando e batendo em seu agogô: “Oxowusi! Oxowusi!! Oxowusi!!! “O caçador Oxo é popular!” E assim é que Oxotokanxoxô foi chamado Oxowusi. Oxowusi! Oxowusi!!
Oxowusi!!!

Pode-se pensar, de forma simbólica, no pássaro que aterroriza  a vila como conteúdos provenientes do mundo da grande mãe e afugentar o pássaro, como o avanço frente aos aspecto negativos vindos do mundo da grande mãe.

Eis, então, a jornada de Estella/Cruella, heroína e vilã em sua própria história, mas um símbolo que não deve ser reduzido, mas sim compreendido em toda máxima de sua expressão.

Referências

BOLEN, J. S. As deusas e a mulher: nova psicologia das mulheres. São Paulo: Paulus Editora, 2009 (Original de 1984).
Ramos, L. M. A. (2002). Apontamentos sobre a psicologia analítica de Carl Gustav Jung. Educação Temática Digital, 4, 110-144.
SILVA, L.S.B. Gypsy Rose E Dee Dee Blanchard à luz da psicologia analítica: O complexo materno. Monografia para obtenção de título de psicólogo. Taubaté – sp, 2019.

Links de sites

https://saltoparaonovo.com.br/lenda-de-oxossi/

https://pensarbemviverbem.com.br/wotan-o-arquetipo-das-lutas-politicas/

Artigos Relacionados

Comentários