Reflexões sobre o luto e a morte a partir de alguns animes

Morte e Cultura

Talvez esse texto tenha uma carga um pouco mais pessoal, inclusive porque foi todo escrito ao som de “Sadness and Sorrow”, mas não vamos perder a psicologia de vista por isso. Não é nenhuma novidade o cenário em que estamos vivendo e o quanto ele lança sobre nós um encontro cotidiano com a Morte e o morrer. São milhares de pessoas mortas, entes queridos, amigos, familiares e um cenário pouco amistoso. E eu quero aqui recorrer aos animes como forma de buscar referências em como lidar com essa Morte.

Pra iniciar, é importante salientarmos que ritos funerários e a maneira como um povo e cultura lidam com a morte variam bastante, embora a temática seja universal. Como os animes e mangás são produto da cultura japonesa, é importante dizer que, para eles, enquanto uma cultura fundamentada principalmente em bases xintoístas e budistas, esse momento de morte adquire um significado um pouco diferente do que para nós, cuja base cultural se fundamenta principalmente no cristianismo.

E uma das principais diferenças se daria por uma vivência pós morte, um mundo espiritual que não é dependente de algum momento especial, como no caso do cristianismo em que essa vida após a morte, para aqueles merecedores, só viria após o juízo final. No caso deles, esse mundo espiritual é apenas uma continuidade, além da crença que eles possuem em reencarnação.

E não, eu não quero tornar esse texto uma aula sobre religião e cultura, então vamos focar nesses dois aspectos pois eles são os que vão, de fato, fazer diferença pro que estou me propondo a escrever aqui: continuidade da vida no mundo espiritual e reencarnação.

No ocidente, a gente lida com esses momentos de morte entendendo-a , numa maneira geral como o fim da vida e as possibilidades se encerram ali. Isso falando aqui de uma maneira muito ampla, e desconsiderando a ideia de reencarnação presente em religiões de matriz indígena, africanas ou no espiritismo. Em grande parte, para a nossa sociedade, a morte é o fim do caminho. E aí a gente já tem a diferença fundamental, que vai atravessar a maneira como psicologicamente reagimos a esse momento.

Depois dessa breve introdução, passemos ao que nos interessa aqui. Vamos olhar algumas obras e entender se essa diferença cultural se manifesta, realmente, refletida na constituição de alguns personagens e na maneira que eles lidam com a morte e o luto. E bem, vai ter spoilers de muitas coisas pelo caminho, então esteja atento!

Morte e Luto em YuYu Hakusho

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Eu vou começar por algo mais leve, mas nem por isso menos tocante. Em “YuYu Hakusho”, temos a morte do protagonista Yusuke Urameshi, já no primeiro episódio.  E aí vem um misto de sentimentos, já que o próprio Yusuke se revolta em ver algumas pessoas felizes com a sua morte. Mas temos uma comoção no seu velório, que leva a umas cenas bem emocionantes envolvendo Kuwabara, que possui uma relação de amizade e rivalidade com Yusuke e Keiko, que é o interesse amoroso do protagonista. Kuwabara não consegue aceitar a morte de Yusuke, e exprime  todo o seu descontentamento e raiva naquele momento, até que isso se transforma em lágrimas e tristeza.

E por que eu tô destacando essa cena? É só porque YuYu Hakusho é muito bom? Não, é porque a postura de Kuwabara reflete bem um dos movimentos e reações mais comuns que temos quando nos deparamos com a morte. Na dificuldade de processar de maneira adequada aquilo que sentimos, esse sentimento aparece em forma mais explosiva, essa negação da morte encontra caminho para se manifestar pela raiva.

Elisabeth Kübler-Ross (2005) falava em “Sobre a morte e o morrer ” em alguns estágios dentro desse processo de luto. Segundo ela, seriam cinco estágios que os pacientes enfrentariam até que isso estivesse elaborado. Embora isso seja amplamente divulgado, não é exatamente uma teoria psicológica, mas nem por isso perde o seu valor enquanto possibilidade de pensar o fenômeno da morte. Inclusive, isso se assemelha bastante ao que o Bowlby propõe posteriormente com a sua teoria para as quatro fases do luto.

Eu não vou aqui me aprofundar nas definições dela, mas isso vai aparecer vez ou outra mesclado aqui no texto, pois para ela o primeiro estágio da negação, pode funcionar justamente como uma defesa nesse momento de enfrentar a morte e que leva ao segundo estágio, a raiva. Tanto Kuwabara, quanto Yusuke eram dois durões que resolviam suas questões na base da porrada. Muito possivelmente pro Kuwabara, aceitar toda dor e tristeza, seria algo ainda mais doloroso do que a perda do seu amigo/rival. E aí nessa negação esses sentimentos se manifestam da maneira habitual com a qual ele está acostumado, a raiva, e ele começa a sua fala xingando Yusuke por ter morrido e dizendo não acreditar na sua morte.

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Morte e Luto em Dragon Ball

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Dragon Ball” é uma série em que a temática da morte é muito presente desde seu início. Nós já vemos o Kuririn morrer várias vezes, o próprio protagonista já morreu também, e até universos inteiros morrem, mas eu queria falar de uma morte um pouco mais marcante e de um passado longínquo.

Quando a saga se inicia, nós somos apresentados a um pequeno Goku que vive sozinho nas montanhas, nadando pelado, pescando com a ponta do rabo, feliz e contente. Porém, logo descobrimos que o menino estava órfão, seu avô havia sido morto, por ele mesmo, embora ele ainda não saiba, em sua forma de Oozaru, ou como a gente costumava falar quando era criança, “macacão gigante”.

O avô de Goku, Son Gohan, era descrito como alguém muito bondoso e excelente guerreiro, e o filho de Goku leva o nome dele em homenagem ao avô (não, não é só porque o Goku come muito arroz). Conforme a história se desenrola, lá pelo episódio 75, vemos Goku e seus amigos no torneio da vovó Uranai.

Temos Yamcha tomando uma surra (que não é novidade), temos o Goku enfrentando o diabo (até aí tranquilo) e depois vemos Goku lutar contra um velho que usa uma máscara estilo da ANBU. As coisas se desenrolam como esperado em Dragon Ball, Kamehameha pra cá e pra lá, voadora e chute na cara, Goku perde o rabo (de novo)  e a gente descobre que o velho era, na verdade, o avô de Goku, Son Gohan. E aí a gente tem uma cena muito bonita, e que sendo sincero mostra que Goku era muito melhor quando criança e se importava com as pessoas. Depois que cresceu só quis saber de brigar na rua e ser o mais forte.

Veja também: Goku, o macaco polêmico: de herói a vilão?

Goku estava buscando as esferas para ressuscitar o pai da indiazinha Upa que havia sido assassinado por Tao Paipai. O maior, e mais esquisitão, assassino do mundo de Dragon Ball até aquele momento. Goku poderia muito bem usar as esferas para ressuscitar seu próprio avô. Vale lembrar que as esferas naquele momento só concediam um desejo e você tinha todo o trabalho de busca por elas novamente pois tinha que se esperar um ano pra poder pedir de novo. A postura de Goku perante a morte de seu avô já foi muito mais trabalhada através da aceitação. Ele entendeu os propósitos de seu avô no além vida e não o trouxe de volta. Para Kübler-Ross, a aceitação seria justamente o estágio final do luto, no qual o sujeito aceita e entende o que ocorreu sem que isso deixe um pesar.

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Morte e Luto em Full Metal Alchemist

Em “Full Metal Alchemist” a gente tem uma situação de luto muito mal elaborada e que se relaciona principalmente com uma maneira comum de lidar com essa questão: a auto destruição. Acho que esse é meio óbvio, mas vamos lá. Os irmãos Elric estavam desesperados ao lidar com o processo de luto que estavam passando, e isso fez com que a não aceitação desse processo gerasse, literalmente, um movimento. No caso deles, autodestrutivo, que custa um braço, uma perna e um corpo inteiro.

Não pretendo me aprofundar nas sutilezas simbólicas desse processo, mas sim, a partir desse exemplo, deixar um questionamento: quantas vezes, por não lidarmos bem com o luto, isso se reflete em comportamentos autodestrutivos? Por não aceitar, por negar ou por ter raiva isso se desvia em pensamentos que causam ainda mais dor do que a situação em si, em comportamentos que sabemos que são prejudiciais e que representam esse auto sacrifício que não traz o resultado esperado. Talvez eu volte pra falar de Full Metal em outro momento pois seria possível aprofundar bastante a relação simbólica da transformação alquímica para esse processo de luto.

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Morte e Luto em Naruto

Em “Naruto” a gente tem desgraça acontecendo o tempo todo, e isso envolve muitos lutos não resolvidos e mal elaborados, seja em nível individual, como acontece com Naruto, Kakashi e Sasuke, ou em nível coletivo, como ocorre com a própria Konoha após a morte de Hiruzen Sarutobi, ou como podemos observar em todas as nações no período da guerra. Mas eu queria falar aqui de um luto experienciado de uma maneira muito peculiar, que é o luto de Gaara. O luto do Gaara aponta para algo que  a gente chama de embotamento afetivo, que resumindo podemos entender como sendo uma dificuldade em expressar emoções de maneira adequada. Pode ser fruto de um trauma (como é o caso do Gaara) ou pode ser fruto de outras psicopatologias.

No Gaara, o mais curioso é o fato de alguém que não demonstra, ao menos por boa parte do arco clássico, manifestações emocionais adequadas, possuir um kanji para a palavra amor tatuado em sua testa. Sabe como a gente chamaria isso em psicologia junguiana? Compensação. Nesse caso, é a escolha de um símbolo para compensar uma atitude da consciência, aqui a de não expressar emoções. Um símbolo que demonstra o que, de fato, Gaara, ou seu inconsciente para ser mais exato, entende como necessário.

O que Gaara precisa é afeto, aquilo que ele não sabe demonstrar por conta de todo o processo de luto envolvido na morte de seus pais. Daria pra gente pensar na areia viva, como representação da função sensação de Gaara também, mas isso é um papo para outra hora. O que é importante aqui é lembrar de um trecho do Jung (2020), lá em “A Natureza da Psique”.

“ Todos os fenômenos psicológicos comportam em si um sentido dessa natureza, mesmo os fenômenos puramente  reativos, como, por exemplo, as reações emocionais. A cólera provocada por uma ofensa manifesta esse sentido de vingança, e um luto extensivo tem como finalidade despertar a compaixão dos outros”.

Quando Jung tá falando isso daí, ele vem dizendo de como as questões psicológicas possuem em si mesmo uma relação de causa e finalidade. Simplificando muito, elas têm um porquê e um para quê. No caso do Gaara, vemos que o represamento das suas emoções, e  não conseguir lidar com elas, se reflete como uma tentativa de que isso lhe seja ofertado. Ele não demonstra afeto, embora seja tudo aquilo que ele queria e isso fica bem explícito em Shipuuden com o desenvolvimento emocional que ele tem.

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Experiências do Viver e Morrer

Eu iniciei esse texto trazendo algumas das questões culturais e religiosas que tecem a  nossa construção social tanto oriental quanto ocidental e agora, depois de trazidos esses exemplos, eu retorno a essas diferenças para mostrar que, mesmo em uma cultura cujo contato com a morte se dá de maneira diferente daquela que nós ocidentais lidamos, os sentimentos e experiências afetivas que experimentos perante a Morte podem ser muito semelhantes.

O que vai fazer diferença, nesse caso, é como esse conflito psicológico interno que a morte nos traz se organiza. E aí, talvez, a vivência oriental prepare melhor para esse momento, já que ele não é, de fato, um fim em si mesmo.

Tem um trecho do Jung (2011) que diz que tal como um projétil tem por finalidade atingir algum alvo, mesmo que involuntariamente, a vida tem sempre por finalidade a morte, mesmo que inesperada. E que, psicologicamente, é importante que a gente se permita saber disso, para que possamos aproveitar a nossa vida enquanto sujeitos, sem que retardemos nosso desenvolvimento pessoal com medo da própria vida.

O luto e a perda vão trazer sempre sentimentos difíceis de lidar. Vão trazer raiva, angústia, medo, tristeza, e toda uma série de reações que machucam. Machucam porque elas apontam o fim de um caminho para quem se foi, e de uma construção para quem fica. Mas isso não significa um fim para o que se sente por aqueles que partem. Eu vou invocar o Jung aqui de novo em modo de ataque.

“A morte nos é conhecida simplesmente como um fim e nada mais. É o ponto final que se coloca muitas vezes antes mesmo de encerrar-se o período, e depois dela só existem recordações e efeitos subsequentes nos outros.[…] Em confronto com a morte, a vida nos aparece sempre como um fluir constante, como a marcha de um relógio a quem se deu corda e cuja parada final é automaticamente esperada. Nunca estamos tão convencidos dessa marcha inexorável do que quando vemos uma vida humana chegar ao fim, e nunca questão do sentido e valor da vida se torna mais presente e mais dolorosa do que quando vemos o último alento abandonar um corpo que ainda há pouco vivia. (Jung 2011.§796)

Diferente do que eu costumo escrever, esse texto tem mais um caráter de ajuda. Ajuda pra todo mundo que perdeu alguém querido no meio desse caos em que estamos passando. E eu gostaria muito que você que está aqui lendo esse texto até agora, pudesse sair com alguma reflexão e com a certeza que está tudo bem sentir qualquer coisa que você sinta neste momento, quando se depara com uma perda.

Tá tudo bem ficar triste, tá tudo bem ficar com raiva, tá tudo bem se sentir desamparado, mas é preciso aceitar que essas coisas estão passando por você. A pior coisa que se pode fazer é negar um luto, pois isso não vai te ajudar em nada. As coisas podem não estar boas quando você se depara com a perda. E eu não quero ser ingênuo e dizer que vai ficar tudo bem de uma hora pra outra, mas sim que é preciso vivenciar isso.

Pois muitas vezes a gente se apega no luto como uma forma de manter as pessoas que partiram ainda existindo dentro da gente, como se nada pudesse mudar e precisasse ser tudo estático, como era antes da morte. Mas se o sol não se puser como há de raiar um novo dia? O paralelo da morte é a ressurreição e o reencontro, simbolicamente falando. Sempre que esse tema aparece nas diferentes narrativas mitológicas, é para que algo novo possa surgir. E nesse caso, talvez o que precise surgir seja uma nova atitude perante aquilo que ficou. Eu sei que aqui é o Minuto Otaku, mas acho que cabe trazer uma fala do Visão, em um dos episódios finais de WandaVision “ O que é o luto, se não o amor que perdura?”.

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E essa frase me fez refletir bastante sobre como o luto é mesmo todo o movimento psicológico que é preciso fazer de movimentar uma quantidade de afeto que estava destinada a um objeto para um fim, que também pode ser uma finalidade. Para que se tenha um objetivo a realizar com o sentimento que fica. Nesse luto, temos sentimentos que já não encontram mais o destino que tinham, mas não quer dizer que não possam encontrar novos caminhos para fluir.

Dessa angústia de não conhecer como será sem aquilo que se perde, pois o luto também acompanha mortes simbólicas e perdas que não são físicas, é que brota toda essa inquietação porque, tanto pra morte quanto pra vida, acabamos esbarrando num grande desconhecido. E todo desconhecido é inconsciente e, portanto, suscita algo.

Mas se esse sentimento não se prender a angústia, mas vivenciá-la como parte do processo, esse afeto perdurará, ressignificado e transformado. Então, sinta seja lá o que for, e se estiver muito difícil procure um profissional de psicologia pra te auxiliar. O luto é um processo natural e necessário. Sem a experiência dele dificilmente conseguimos reorganizar o que sentimos mediante uma perda e uma morte.

Basso e Wainer (2011) citando (Young et al., 2008) nos colocam que lutar, fugir, paralisar-se são as principais respostas à ameaça que esse processo de luto representa. Nos esquemas psicológicos que se tornam presentes nesse momentos, essas respostas são denominadas de: 1) hipercompensação: quando eles lutam contra o esquema pensando, agindo, sentindo como se o oposto do esquema fosse verdadeiro; 2) evitação: os pacientes organizam suas vidas para que o esquema não seja ativado, bloqueiam pensamentos e imagens para evitar sentimentos ativados pelo esquema; e 3) resignação: quando os pacientes consentem o esquema, aceitam como verdadeiro, não tentam evitar nem lutar contra ele. É através desses processos que os esquemas continuam ativos na vida psíquica de um indivíduo. Esses esquemas funcionam de maneira autônoma, como os complexos psicológicos e acabam agindo na vida do sujeito, enquanto não são devidamente trabalhados.

Nem todo mundo precisa de um processo terapêutico para lidar com o luto, mas é interessante que se busque apoio, simpatia e empatia das pessoas que te cercam, justamente pra que enfrentar essa situação difícil  não se torne um processo ainda mais complicado.

Eu não quero aqui recorrer a patologização do luto, como se vê sendo falado por alguns sujeitos hoje. Luto é pessoal e individual, mas se você perceber que ele já perdura por muito tempo e causa prejuízos à sua saúde mental, à sua saúde física, aos seus relacionamentos, busque ajuda profissional, pois um profissional de psicologia está apto a te auxiliar a atravessar esse caminho árduo, mediante a perda.

Torno a repetir que não quero falar de uma esperança ingênua de que tudo simplesmente vai mudar, mas posso garantir que é preciso transformação!

Referências Bibliográficas

BASSO, Lissia Ana  e  WAINER, Ricardo. Luto e perdas repentinas: contribuições da Terapia Cognitivo-Comportamental. Rev. bras.ter. cogn. [online]. 2011, vol.7, n.1 [citado  2021-04-29], pp. 35-43 . Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-56872011000100007&lng=pt&nrm=iso>. ISSN 1808-5687.

C.G JUNG. A natureza da psique. In: Obras Completas de C. G. Jung, vol. VIII/2. Petrópolis: Vozes, 2011d.

Kübler-Ross, E. (2005). Sobre a morte e o morrer (Paulo Menezes, Trad.). São Paulo: Martins Fontes.

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Comentários

  1. Adorei! Super interessantes os conceitos e é importante aceitarmos o processo de luto mesmo seja do que for, vejo que temos muitos problemas de aceitação com o fim (vida, relacionamentos, séries ¬_¬) e é isso, é importante entendermos a finitude justamente para estarmos mais presentes.
    Só discordo de uma coisa: eu acho que uma parte consideravel da população brasileira trabalha com a ideia de reencarnação atualmente. Não falando necessariamente de religião (mas porque não?), vejo que o sincretismo impera.

    1. Acho que de certa forma essas questões se mesclam bem na cultura brasileira mesma por conta do sincretismo.
      Hoje nem tanto, mas a algumas décadas ainda era comum que as pessoas tivessem uma maleabilidade maior no quesito religiosos e as vezes estavam no terreiro ou no centro espirita na quinta-feira e no domingo iam pra missa.
      Então, talvez mesmo que não como elementos dos grupos religiosos com maior numero que são católicos e protestantes, está ali permeando esses sujeitos