Ciência e Tecnologia no Mangá Astro Boy

Já pararam para pensar sobre os sentidos e as representações sobre ciência, tecnologia e cientista no Japão? Como essas podem influenciar uma possível interação dos seres humanos com o ambiente? Pretendo apresentar nesse texto algumas reflexões sobre a construção desses sentidos representados em narrativas do mangá Astro Boy (鉄腕アトム, Tetsuwan Atomu) escrito e ilustrado pelo mangaka, também formado em medicina, Osamu Tezuka.

Esse mangá possui vinte e três volumes e noventa e três capítulos originalmente publicados em japonês entre os anos 1951 e 1981. Contudo, foram selecionados para a nossa discussão os cinco dos seis capítulos do primeiro e segundo volume do mangá. Esses foram organizados e traduzidos para o inglês em 2002 pela editora Dark Horse, publicados originalmente entre os anos 1960 e 1970, proporcionando uma narrativa que remete ao contexto do final dos anos 1940 e 1950 no Japão. Esse também é o contexto que diz respeito às narrativas sobre o investimento dos governos japonês e estadunidense em desenvolvimento científico e tecnológico na construção de usinas nucleares, quando a divulgação de produtos literários e midiáticos nesse território era mediada pela Ocupação dos Estados Unidos. A Ocupação era responsável por vetar publicações negativas sobre os Estados Unidos, como as representações das consequências humanas e ambientais do uso da energia atômica.

Nas próximas seções, pretende-se comentar sobre os cinco capítulos no primeiro e segundo volume do mangá Astro Boy. Busca-se interpretar como as representações nesses capítulos tanto se apropriam da concepção ocidental de ciência baseada na ideia de desenvolvimento, como também problematizam algumas possibilidades de utilização de tecnologias científicas, suas consequências humanas e ambientais.

Relações entre Cientistas, Professores, Humanos e Androides

No que diz respeito às características marcantes desse mangá, temos a expressão dos olhos grandes e arredondados que buscam sensibilizar o interlocutor. Além dessa característica que inspira os mangás mais recentes, existem alguns personagens presentes nos cinco capítulos do mangá Astro Boy  que são os mais envolvidos com as repercussões de tecnologias científicas numa futurística sociedade japonesa. Nesse enredo, essa sociedade está situada no século XXI e estruturada pelo trabalho de humanos e androides.

Imagem/Divulgação – Representação de Tóquio no mangá Astro Boy/ Osamu Tezuka

O primeiro personagem é o cientista doutor Tenma. Esse é um profissional que ocupa o cargo de diretor no Ministério da Ciência e utiliza os recursos desse Ministério, tendo coagido outros cientistas do Ministério que temem a sua reação caso seja contrariado, para criar o Astro Boy à semelhança de seu filho Tobio que faleceu no acidente automobilístico. Nessa circunstância, o doutor Tenma começa a conviver com o Astro Boy como se esse fosse seu filho, ensinando-o a brincar, estudar e interagir em ambientes de socialização como se realmente fosse um ser humano.

As atitudes do doutor Tenma, enquanto diretor do Ministério da Ciência e pai que sofreu pelo falecimento de seu filho, podem provocar o seguinte questionamento: quais são as concepções de ciência, tecnologia e cientista que podem orientar as produções de tecnologias científicas? Percebe-se que o doutor Tenma utilizou conhecimentos e práticas científicas, investidas com recursos materiais e humanos desse Ministério da Ciência, para construir um androide que a princípio deveria ser programado para conviver e trabalhar para os seres humanos. Contudo, a construção desse androide também foi orientada pelo interesse de Tenma em criá-lo à semelhança de seu filho. Possivelmente, ele estava motivado pelo sentimento de luto pelo falecimento do filho.

Imagem/Divulgação – Androide Astro Boy e doutor Tenma no mangá Astro Boy/ Osamu Tezuka

O personagem Astro Boy é um androide considerado símbolo do avanço científico e tecnológico nessa futurística sociedade japonesa. Quando o doutor Tenma percebe que o androide não apresenta as características humanas que desejava, como o crescimento físico, ele é vendido para um dono de circo que pretende lucrar com as performances do androide ao lutar com robôs.

Essa situação de venda do androide pode provocar para pensar sobre as incertezas, diante da necessidade de lidar com uma tecnologia científica sem ter avaliado seus impactos na sociedade. Também se encontra nessa atitude de abrir mão do Astro Boy uma possível crítica às atitudes governamentais com as tecnologias científicas que apresentam consequências e repercussões pelas quais não se responsabilizam.

Imagem/Divulgação – Astro Boy e o dono do circo no mangá Astro Boy/ Osamu Tezuka

Como contraponto, existe um personagem que se coloca como responsável pelas repercussões da tecnologia científica: o professor e cientista Ochanomizu. Ele atua como profissional responsável por ensinar ao Astro Boy certo controle sobre sua força para promover o bem-estar das pessoas. Esses ensinamentos começaram quando o professor se torna o novo diretor do Ministério da Ciência, após a saída do doutor Tenma, e busca o androide para incentivá-lo a estudar e aprimorar sua força de acordo com o dever de utilizá-la apenas para garantir o bem-estar das pessoas. Nessa relação entre o professor-cientista e o Astro Boy se torna possível perceber como as intenções do cientista se refletem nas atitudes desse androide, referindo-se também às repercussões da tecnologia científica enquanto condicionadas às intenções econômicas e sociopolíticas que podem modular a sua utilização na sociedade.

Imagem/Divulgação – Astro Boy e professor-cientista Ochanomizu no mangá Astro Boy/ Osamu Tezuka

A Duquesa Anta Maria é uma personagem que exerce o papel de liderança no território da Lua, onde comanda um doutor para construir ciborgues capazes de matar os japoneses que desejam explorar esse território. Ela justifica que o território pertence à ela devido a sua mãe ter sido a primeira astronauta do governo soviético à chegar na Lua e ter desaparecido nesse lugar. Nota-se que essa personagem, assim como o doutor Tenma, foram mobilizados por interesses pessoais para utilizarem tecnologias científicas à princípio financiadas pelo governo que pretendia otimizar o desenvolvimento industrial da sociedade japonesa.

Imagem/Divulgação – Duquesa Anta Maria e os ciborgues no mangá Astro Boy/ Osamu Tezuka

O extraterrestre de um planeta, chamado Alsoa 12, é um personagem que também utiliza uma tecnologia para realizar seus interesses:  recolher e levar as reservas de água do planeta terra para o seu planeta. Essa narrativa, assim como àquela da Duquesa, permite refletir sobre como uma tecnologia cientifica pode ser utilizada para disputar território e o controle de seus recursos.

Imagem/Divulgação – Extraterreste do planeta Alsoa 12 no mangá Astro Boy/ Osamu Tezuka

Rag é um personagem considerado como o primeiro androide eleito para o cargo de presidente, com o objetivo de incentivar relações mais harmoniosas entre humanos e androides. A princípio, ele foi programado para ajudar um cientista para ser eleito como presidente. Contudo, conforme esse androide se dedicava cada vez mais aos estudos, ele começou a problematizar sua própria condição de submissão aos interesses do seu criador e decidiu concorrer às eleições, para possibilitar que outros androides também superassem essa condição de submissão aos interesses alheios.

Imagem/Divulgação – Presidente e Androide Rag e Astro Boy no mangá Astro Boy/ Osamu Tezuka

Finalmente, encontra-se no penúltimo capítulo o ilusionista Kino. Esse é o personagem que atua enquanto um androide que utiliza conhecimentos científicos para realizar truques de ilusão com a intenção de alegrar os seres humanos. Ele sofre ameaças por um cientista chamado Noh Uno que pretende programá-lo para utilizar esse truque e roubar pinturas que valem muito dinheiro.

Imagem/Divulgação – Ilusionista e androide Rag no mangá Astro Boy/ Osamu Tezuka

Esses são os personagens principais que integram as narrativas no mangá Astro Boy, consideradas pelos pesquisadores Alicia Gibson e Frank Fuller como pertinentes ao período em que o governo estadunidense e o governo japonês investiam no desenvolvimento científico e tecnológico no Japão, como a energia atômica, enquanto a Ocupação dos Estados Unidos censurava as publicações relacionadas às vivências e traumas dos japoneses com os ataques aéreos e bombas.

James Yamazaki, um médico nipo-americano que acompanhou de perto os sobreviventes desses ataques, registrou alguns de seus relatos em seu livro autobiográfico. Esses revelam sobre o contato com a radiação ter ocasionado a morte de muitos japoneses nos dias e anos seguintes aos ataques, enquanto outros conviviam com as doenças causadas ou temiam por adoecimentos no decorrer de suas vidas. Contudo, devido a censura da época, essas consequências à saúde humana apenas foram divulgadas após o fim da Ocupação:

Funcionários americanos adiaram a publicação de informações detalhadas sobre as consequências das bombas até 1951, apesar de rapidamente terem informado  ao mundo sobre as qualidades das bombas. O Presidente Truman tinha agido em 11 de Agosto, dois dias após o bombardeamento de Nagasaki, para autorizar a publicação de um relatório sobre o desenvolvimento de ‘uma arma incrível’, a bomba atômica (FLEMING; YAMAZAKI, 1995, p.67-68, minha tradução)

Fuller ressalta que as autoridades dessa Ocupação impediam publicações de críticas às autoridades dos Estados Unidos e privilegiavam aquelas que encorajavam o perdão e o esquecimento das consequências da Segunda Guerra Mundial, resultantes do lançamento das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki. O pesquisador Fuller também reconhece que essa censura influenciou as produções dos capítulos do mangá Astro Boy após o fim dessa ocupação, tornando-se um critério a ser obedecido para que o mangá continuasse sendo comercializado no Estados Unidos.

Na seção a seguir se analisa a partir da abordagem da Sociologia da Imagem como essas representações no mangá também consideram a concepção ocidental e japonesa de ciência, tecnologia e cientista. Essa abordagem é referenciada pelo sociólogo Lima Moura como fundamental para compreender as representações imagéticas relacionadas à linguagem verbal e semântica corporal, enquanto objeto de conhecimento que pode evidenciar as percepções das relações históricas, políticas e sociais sobre os fenômenos representados.

Astro Boy e noções de Ciência, Tecnologia e Cientista

No que diz respeito aos estudos que analisam as representações de cientista na cultura popular ocidental, principalmente em mídias de entretenimento, o pesquisador David Kirby identifica que ainda predomina o estereótipo de cientista representado por um homem branco, americano, que veste jaleco e realiza experimentos em laboratório. Ele também observa que os significados culturais dessas mídias podem impactar os conhecimentos, crenças, percepções e atitudes das pessoas em relação aos conhecimentos e práticas científicas.

Esse autor também apresenta outros estudos que abordam as concepções de ciência e cientista presentes na literatura e nos filmes da cultura ocidental no século XX. Dentre esses, Kirby menciona o estudo da pesquisadora Roslynn Haynes que observa a predominância do estereótipo de cientista cruel que produz instabilidade na ordem social com seus conhecimentos e práticas científicas, causando nas pessoas comuns uma condição de vulnerabilidade por não conseguirem interpretar os códigos da linguagem científica necessários para compreender esse fazer científico e os impactos de suas produções.

Como exemplo dessa ideia de cientista cruel, a pesquisadora menciona o estereótipo de cientista envolvido no contexto de construção da bomba atômica durante a Segunda Guerra Mundial e Guerra Fria, representado como alguém despreocupado com os impactos desta tecnologia científica e suas consequências humanas. Diante desse estudo, Kirby interpreta que essa representação da ciência como algo a ser temido também se deve aos impactos da tecnologia científica da bomba atômica que reverberaram nos anos 1950.

No que diz respeito A representação de ciência e cientista em animações, as pesquisadoras Gabriela Reznik e Luisa Massarani  analisam filmes de curta-metragem que abordam temas de ciência e tecnologia no Festival Anima Mundi entre 1993 a 2013. Elas identificam que os enfoques narrativos desses filmes retratam desenvolvimentos científicos, tecnológicos, questões éticas e explicações de procedimentos científicos, representando os cientistas majoritariamente como homens brancos, adultos, vestindo jaleco e praticando ciência em laboratórios. As autoras também interpretam que a maior parte dessas animações representam o fazer científico como uma atividade individual, de acordo com a genialidade do cientista e independente da influência de suas relações interpessoais.

A partir dessas representações, as pesquisadoras compreendem que as concepções de um perfil de cientista, como esse deve se comportar e praticar ciência, estão baseadas na forma que as pessoas interpretam os significados de ciência e cientista com base em juízos de valor, crenças e práticas sociais convencionadas numa sociedade. As pesquisadoras também argumentam que esses significados podem ser comunicados em símbolos e metáforas que integram esse imaginário científico.

Alguns pesquisadores como Gibson e Budianto que analisam o enredo de Astro Boy também observam a presença de símbolos e metáforas referentes aos acontecimentos históricos, como as consequências do desenvolvimento científico e tecnológico durante o período da Segunda Guerra Mundial e o Pós-Segunda Guerra Mundial no Japão. Essas noções de ciência e tecnologia, motivada por esse modelo de desenvolvimento, também foram contextualizadas pelo historiador da ciência Chikara Sasaki enquanto uma noção ocidental apropriada pelo governo japonês.

Sasaki revela que desde o período da Restauração Meiji, na segunda metade do século XIX, o Japão tentou introduzir o modelo de ciência ocidental moderna que nessa época já prezava pelos métodos matemáticos e percepção mecanicista da natureza, a partir da consolidação de instituições de ensino superior e pesquisa para produzirem resultados científicos que embasassem a produção tecnológica e promovesse a modernização dessa sociedade.

Essa noção japonesa se apropriou dessa noção ocidental de ciência, que busca investigar as leis da natureza, e da noção ocidental de tecnologia enquanto uma técnica de confeccionar objetos e mecanismos. Nesse processo a sociedade japonesa integrou ciência e tecnologia tendo como modelo os resultados de ciências experimentais construídas durante a Segunda Revolução Industrial e que foram apropriadas na produção de tecnologias científicas, como a indústria de tingimento e a indústria elétrica.

Repercussões do papel de professor e cientista

No que diz respeito à representação do papel de cientistas nesse mangá, os cientistas, assim como o doutor Tenma que construiu o androide Astro Boy, são representados como homens envolvidos com instituições governamentais, vestindo jaleco e atuando em laboratórios.  Esses também apresentam um papel importante na expressão do interesse em utilizar a tecnologia científica e apresentar as consequências que esse uso gera na sociedade.

Dentre esses cientistas, o professor-cientista Ochanomizu se diferencia dos demais quando adota o Astro Boy, um androide movido pela energia nuclear e símbolo de modernização enquanto desenvolvimento científico e tecnológico na sociedade japonesa.  Nessa relação entre ambos, percebe-se como as intenções desse cientista se refletem nas atitudes do androide que busca utilizar seu poder para promover o bem-estar coletivo ao invés de realizar interesses pessoais. Essa relação, que caracteriza possíveis interações entre os indivíduos e os produtos tecnológicos-científicos, sugere que as repercussões da tecnologia científica também podem estar condicionadas às intenções que modulam suas formas de utilização para promover o bem-estar do coletivo.

No que concerne às representações dos impactos desse desenvolvimento científico e tecnológico, o mangá caracteriza a relação do androide Astro Boy com os humanos e o ambiente enquanto uma situação de conflito, no que diz respeito às incertezas sobre como lidar com uma tecnologia científica sem ter avaliado previamente seus impactos na sociedade.

Nesse sentido, percebe-se que o Astro Boy pode representar  as possibilidades de utilização da energia atômica e as repercussões desse desenvolvimento que preza pelo uso de energia atômica, por exemplo, quando o professor-cientista Ochanomizu orienta esse androide para que aprenda a utilizar seu poder e prezar pelo bem-estar das pessoas. Enquanto o enredo também apresenta os policiais que suspeitam e temem as intenções de Astro Boy em ajudar pessoas. Pode-se interpretar que essa suspeita remete às incertezas das pessoas comuns diante dos impactos dessa tecnologia científica em suas vidas.

O fato de Astro Boy e outros androides representarem uma tecnologia que sempre precisa controlar sua força e atitudes, quando interage com as pessoas e quando são programados para realizar interesses humanos, pode retratar uma crítica quanto a ideia do desenvolvimento que apresenta as tecnologias científicas apenas como positivas para a sociedade sem mencionar suas possíveis consequências. Assim como o personagem Astro Boy pode representar uma forma de ressignificar as consequências desse desenvolvimento científico e tecnológico, que impactou as vidas cotidianas nesta sociedade japonesa, quando os androides retratam uma possibilidade de promover o bem-estar das pessoas.

Astro Boy e metáforas sobre fatos culturais e históricos

As narrativas que envolvem as interações de Astro Boy e demais androides com as pessoas comuns, cientistas e professores-cientistas, apresentando atitudes que correspondem ou questionam aos interesses humanos, podem refletir as possibilidades de uso da tecnologia científica como a energia atômica. Essa possibilidade aconteceu com o uso das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki durante a Segunda Guerra Mundial.

Essas narrativas também podem fazer referência ao período pós-Segunda Guerra quando o governo japonês já defendia o uso de usinas nucleares, para gerar energia e sustentar o desenvolvimento industrial da sociedade japonesa. Enquanto os sobreviventes do ataque com as bombas atômicas se manifestavam contra a utilização dessa energia, devido às consequências humanas e ambientais causadas, no tempo que precisavam lidar com as censuras sob a Ocupação que os impediam de publicar diretamente sobre suas experiências com essas consequências.

Interpreta-se que as narrativas sobre a construção do androide Astro Boy com a utilização da energia atômica, e a constante preocupação do professor-cientista em ensiná-lo sobre como utilizar seu poder para ajudar os humanos, apresentam metáforas sobre o desenvolvimento científico e tecnológico envolvido na produção de energia atômica para o desenvolvimento industrial da sociedade japonesa. Nessa perspectiva, também representa a possibilidade dessa tecnologia científica afetar negativamente quando esse  desenvolvimento não preza pelo bem-estar das pessoas e do ambiente.

A partir dessa reflexão sobre as concepções de ciência, tecnologia e cientista no mangá Astro Boy, relacionadas aos diferentes contextos históricos e culturais, nota-se que essas concepções também são influenciadas pela matriz cultural de cada sociedade. No caso do Japão, o Xintoísmo tem bastante relação com o fato de os japoneses considerarem os seres humanos integrados à natureza. Por isso, buscam utilizar as tecnologias científicas para se adaptarem às manifestações naturais e aceitam os limites dessas intervenções.

E vocês? Já refletiram sobre as influências dessas concepções japonesas no desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil? Indicam alguma leitura sobre essa discussão? Comentem aqui!

Referências

FULLER, Frank. Why the Japanese Did Not Complain about Crimes Against Humanity Perpetuated by the US in World War II: Evidence from Japanese Anime and Manga. Journal of Social and Political Sciences, v.2, n.1, p.106-131, 2019.

GIBSON, Alicia. Atomic Pop! Astro Boy, the Dialectic of Enlightenment, and Machinic Modes of Being. Cultural Critique, v. 80, p. 183-205, 2012.

HAYNES, Roslynn. From alchemy to artificial intelligence: Stereotypes of the scientist in Western literature. Public Understanding of Science, v. 12, n. 3, p. 243-253, 2003.

KIRBY, David. The Changing Popular Images of Science. In:  JAMIESON, Kathleen Hall; KAHAN, Dan M.; SHEUFELE, Dietram A. (Ed.) The Oxford handbook of the science of science communication. New York, NY : Oxford University Press, 2017. P.147-156.

LIMA  MOURA, Lisandro Lucas de. Imagem e conhecimento o uso de recursos didáticos visuais nas aulas de Sociologia. Cadernos de Pesquisa Interdisciplinar em Ciências Humanas, v. 12, n. 100, p. 159-182, 2011.

REZNIK, Gabriela; MASSARANI, Luisa; MOREIRA, Ildeu de Castro. Como a imagem de cientista aparece em curtas de animação? História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v.26, n.3, jul.-set. 2019, p.753-777.

SASAKI, Chikara. Introdução à teoria da ciência. São Paulo, EdUSP, 2010.

SANTOS, Bruna Navarone. Representações de Ciência e Cientista no Mangá Astro Boy. In: Cyberjornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos, 1., 2020, São Paulo. Anais… São Paulo: Observatório de Histórias em Quadrinhos da ECA-USP, 2020. p. 49-49.

TEZUKA, Osamu. Astro Boy. Vol. 1. Tradução Frederik L. Schodt. Dark Horse Comics. Online, 2002a. p.1-222.

TEZUKA, Osamu. Astro Boy. Vol. 2. Tradução Frederik L. Schodt. Dark Horse Comics. Online, 2002b. p.223-424.

YAMAZAKI, James N.; FLEMING, Louis B.  Children of the Atomic Bomb: An American Physician’s Memoir of Nagasaki, Hiroshima, and the Marshall Islands. Durham: Duke University Press, 1995.

 

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